diferenca fertilização in vitro e inseminação artificial
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Diferença de Inseminação Artificial e Fertilização In Vitro (FIV)

A inseminação artificial (IA) e a fertilização in vitro (FIV) estão entre as técnicas disponíveis para os casais que buscam ajuda para gerar um filho biológico.

As técnicas de reprodução humana assistida (RHA) são indicadas quando um casal tem dificuldades para engravidar de forma espontânea, mesmo após ter passado por uma avaliação médica completa e pelas terapias adequadas. A causa mais comum é a infertilidade masculina e feminina. Diversas são as causas da infertilidade.

Qual é a diferença entre a inseminação artificial e a fertilização in vitro?

Fertilização in vitro (FIV)

“O processo consiste em colocar o óvulo e o espermatozoide em uma placa de Petri que ficará em uma incubadora no laboratório de reprodução, na qual imita-se as condições das trompas, para que a fecundação ocorra semelhante ao processo natural” afirma a Dra. Amanda Volpato.

Após a fecundação ocorrer, é feita a implantação dos pré-embriões no útero materno.

Estes embriões permanecem na incubadora por aproximadamente 5 dias e em seguida são transferidos para o útero. O procedimento é indolor e a confirmação da gravidez pode ser feita após 12 dias com o exame Beta HCG.

Antes da coleta dos óvulos a mulher toma medicamentos que estimulam a maior produção de folículos, após essa etapa o médico verifica, periodicamente, por meio de exames ultrassom se os óvulos estão suficientemente maduros para serem usados na FIV. A coleta ocorre por meio de uma punção transvaginal.

Existe outra possibilidade em que a fertilização ocorre por meio da ICSI (sigla em ingês para injeção intracitoplasmática de espermatozoides). A diferença é que é o embriologista quem faz a inserção do espermatozoide no óvulo com o auxílio de uma microagulha e apenas um espermatozoide fecunda o óvulo, diferente da fertilização convencional em que vários espermatozoides são depositados junto ao óvulo para que ocorra a fecundação de um.

Inseminação Artificial

Este procedimento é caracterizado pela melhora da capacidade dos espermatozoides em laboratório para que em seguida sejam inseridos no útero da mulher que assim como na FIV passa por indução da ovulação. A inseminação artificial é indicada nos casos em que o número ou a motilidade dos espermatozoides está reduzida, impossibilitando a gravidez.

O uso de gametas de um doador anônimo pode ser feito quando não for possível utilizar os espermatozoides do homem que está realizando o tratamento. Pode-se conseguir o material biológico em um banco de sêmen.

A amostra do esperma é analisada em laboratório para avaliar a qualidade e a quantidade, além de passar por um sistema de classificação e capacitação. Em seguida, a amostra é colocada em uma seringa conectada a um cateter para ser inserida diretamente no interior do útero, onde completará o caminho pela tuba uterina.

Percebe-se que a principal diferença entre Inseminação Artificial e Fertilização In Vitro é que na IA o processo de fecundação deve ocorrer no interior da pelve feminina, imitando a forma natural, já na FIV a formação do embrião é feita em laboratório e apenas após a fecundação ter ocorrido é feita a implantação no útero.

A escolha entre as duas técnicas de Reprodução Humana Assistida varia com o motivo pelo qual o casal não consegue engravidar espontaneamente, portanto, procurar um médico especialista é o primeiro passo a ser seguido.

 

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