Fisiologia reprodutiva masculina

Os gametas masculinos (espermatozóides) estão continuamente sendo produzidos e esse processo ocorre nos dutos seminais dos testículos do macho.

Um espermatozóide ou um gameta masculino é uma célula com a capacidade de se mover. Sua cabeça contém o núcleo com o material genético que passa os cromossomos paternos para o futuro embrião (pré-embrião).

Hormônios como a testosterona, LH e FSH afetam as espermatogônias (células germinativas masculinas primárias) que sofrem divisão mitótica e produzem dois espermatócitos cada. Cada espermatócito produz dois espermátides – espermatozóides primário contendo apenas 23 cromossomas (metade dos 46 cromossomas do resto das células do organismo) e que, depois de um processo de diferenciação, tornar-se espermatozóides. Isso ocorre em pouco mais de 60 dias e os espermatozóides formados são armazenados no epidídimo (na periferia dos testículos), onde adquirem sua capacidade de movimento. Eles podem permanecer lá por aproximadamente dez dias.

No momento da ejaculação, os espermatozóides liberados passam para a uretra, onde se misturam com o líquido seminal e prostático, a fim de formar o esperma antes de deixar o corpo. Uma vez fora do corpo masculino, eles passam por um processo de capacitação para poder fertilizar o óvulo feminino (oócito).

Embora esse processo ocorra continuamente, sua longa duração (quase 80 dias no geral) influencia muito a fertilidade real do homem. Entre outros fatores, o período de tempo entre as ejaculações o influencia: se este período for maior ou menor do que o período ideal de tempo (72 horas), a alteração na contagem de espermatozóides ocorre. Além disso, durante 80 dias, os espermatozóides em formação podem ser afetados por agentes externos, como toxinas ambientais, medicamentos ou estresse.

O número de espermatozóides em cada ejaculação é alto, provavelmente por razões relacionadas à sobrevivência da espécie. Considera-se normal contar mais de 15 milhões de espermatozóides móveis normais por milímetro (a ejaculação média consiste em dois a seis milímetros). Os gametas masculinos sobrevivem à criopreservação e descongelam muito bem. Graças a essa peculiaridade, o esperma criopreservado tem sido usado em bancos de esperma e aplicado com sucesso na Reprodução Humana.