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Anemia na gestação
A anemia é uma condição na qual o número de células vermelhas do sangue e sua capacidade de transporte de oxigênio são insuficientes para atender as necessidades fisiológicas.
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A maior causa da anemia durante a gravidez, é devido à carência de ferro, que pode ser suprida com uma alimentação equilibrada. Estudos indicam que 52% das grávidas no Mundo são anêmicas e a maioria dos casos encontram-se em países em desenvolvimento.

Para a grávida:
Comprometimento do desempenho físico e mental;
Pré-eclâmpsia e alterações cardiovasculares;
Diminuição da função imunológica;
Alterações da função da tireoide;
Queda de cabelos e enfraquecimento das unhas;
Menor tolerância às perdas sanguíneas do parto, resultando em maior risco de anemia pós-parto e hemotransfusão

Para o feto:

Morte (abortamento e óbito intrauterino);
Hipoxemia fetal (sofrimento fetal);
Prematuridade;
Quadro séptico por ruptura prematura de membranas;
Restrição de crescimento intrauterino, muitas vezes com alterações irreversíveis do desenvolvimento neurológico da criança

Por isso salientamos a importância de uma alimentação equilibrada, se possível com acompanhamento de um nutricionista.

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É importante salientar que estamos somente divulgando a matéria, e não sugerindo uma forma de lidar com a dor da perda, é somente um relato que achamos interessante divulgar em nosso site.

fonte: http://www.bbc.com/

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Wendy Cruz-Chan teve uma infecção no fluido amniótico e na sua placenta, uma condição que afeta entre 2 e 4% das mulheres grávidas. Em depoimento à BBC, ela conta como doar seu leite a ajudou a superar a perda do bebê:
“Meu marido e eu ficamos superfelizes quando descobrimos que eu estava grávida. Com 16 semanas, descobrimos que teríamos um menino – o primeiro em ambas famílias. Era a realização de um sonho. Até então só tínhamos mulheres! Já estávamos com tudo pronto para o nascimento. Literalmente tudo. Eu estava pronta para esse bebê muito antes do parto.

Eu estava com 19 semanas e três dias. Era a semana da Independência aqui nos Estados Unidos. Comecei a sentir sintomas de gripe, mas é bem comum ficar doente durante a gravidez, então não demos muita atenção. Na segunda-feira, dia 4 de julho, minha febre continuou a subir e eu não melhorava. Naquela tarde, fomos para a Emergência.
Eu estava em trabalho de parto. Eu tinha dois centímetros de dilatação, eles não conseguiam impedir isso. Meu útero estava muito sensível devido a uma infecção. A placenta estava infectada, assim como o fluido amniótico. Não tinha como salvar o bebê.

Quando eles me deram a notícia, não consegui aceitar. Eu pensei que havia algo que eles pudessem fazer para salvar meu bebê. Estamos em um mundo moderno, temos toda essa tecnologia.
 
Meu marido e eu tivemos que pensar no que fazer: organização do funeral, comprar um caixão, decidir entre cremação ou enterro. Tivemos que pensar em tudo isso enquanto eu ainda estava grávida, com dor e sabendo que teria de dar a luz ao meu filho, que iria morrer.
 
Em vez de celebrar a sua vida, tive que preparar a sua morte.
 
Meu marido estava preenchendo papéis e me fazendo perguntas. ‘Que nome daremos ao nosso filho?’, ele me perguntou. Eu lembro de olhar para ele e dizer ‘vamos dar o nome de Killian’. Sempre falamos sobre dar esse nome.
Uma hora depois, eles induziram o parto e minha bolsa d’água estourou. Tudo que tive que fazer foi dar um pequeno empurrão e ali estava ele. Ele era todo vermelho e pequeno. Parecia estar se movendo um pouco, ou talvez era apenas a minha mente querendo pensar que ele ainda estava vivo. Eu estava tocando ele e lembro de dizer mentalmente ao meu filho ‘por favor se mexa, por favor esteja vivo’.
 
Eu chorei como nunca antes. Então entrei em estado de choque e apaguei.
Quando acordei, tudo estava quieto. Eu consegui segurar meu filho e pedir desculpas a ele por ter falhado, por não ter feito a única coisa que eu deveria ter feito: protegê-lo.

 

Quando fui liberada do hospital, meus seios começaram a vazar. Eu não sabia o que fazer. Eu sabia que aqui em Nova York há uma demanda enorme de leite materno então perguntei ao meu marido como ele se sentiria se eu o doasse. Ele disse que era uma ótima ideia.
 
Eu achei destinatários através das redes sociais. Foi incrível. Encontrei seis mães que precisavam de leite e eu continuava produzindo. Doei cerca de 58 litros até agora.
 
Algumas das mães não conseguiam produzir leite sozinhas por causa de estresse ou condições médicas. Um dos bebês que precisava do meu leite tinha um distúrbio genético na pele chamado epidermólise bolhosa (EB). Meu leite materno o ajudou a curar suas bolhas e ajudou na sua digestão.
 

Doar leite me pareceu natural, como se fosse a coisa certa a fazer. Poder compartilhar o sacrifício de Killian com outros bebês que precisavam disso fez eu me sentir muito bem. Foi quase como se esses bebês se tornassem meus de alguma maneira.
 
Agora eu estou tentando acostumar meus seios a interromper a lactação, já que está se tornando prejudicial à minha saúde. É como mais uma perda para mim. Meu leite era tudo que restava de Killian.
Mas eu estou muito feliz por poder ter feito algo para honrar Killian. Eu não queria ser apenas mais um caso de natimorto. Eu queria cumprir um dever como mãe.
 
Eu não tinha um bebê para tomar conta, para vestir, trocar fraldas. Mas eu fui capaz de aleitar e doar a outros bebês, e isso nos ajudou a curar a perda.”

 

Fonte: http://www.bbc.com/

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DeHumberto Mingoranze / Notícias / 1 comentário

Mãe aos 62, espanhola diz que ‘a natureza dá os limites, não os ginecologistas’
20 outubro 2016
Uma médica espanhola conseguiu dar à luz a uma menina saudável aos 62 anos de idade.
Lina Álvarez se submeteu a um tratamento de fertilização in vitro e sua filha, também chamada Lina, nasceu no dia 10 de outubro pesando 2,4 quilos.
A criança nasceu graças a uma cesárea e as duas foram liberadas do hospital na cidade de Lugo, na região da Galícia, uma semana depois do parto.
Álvarez afirmou que mulheres mais velhas e saudáveis não deveriam ter medo de ter um filho caso queiram.
“A natureza é muito sábia e impôs os limites, não foram os ginecologistas. Foi uma gravidez normal, que progrediu naturalmente”, contou.
“Mostrei que você pode ter um filho nesta idade, se você for saudável. Muitas querem ter um filho, mas, com a falta de informação (abandonam a ideia).”
“Encorajo todas elas. Mando uma mensagem de esperança para que elas sigam seus sonhos, é um sonho muito grande”, acrescentou.
Outros filhos e críticas
Lina é a terceira filha da médica espanhola. Álvarez tem um filho de 27 anos que sofre de paralisia cerebral e um mais novo, de dez anos, que também nasceu graças a uma fertilização in vitro.
Mas Álvarez também foi alvo de críticas por querer ter outro filho aos 62 anos. Ela contou ao jornal La Voz de Galicia que não leu as críticas, mas que respeita a opinião dos outros, apesar de pensar diferente.
“Alguns de meus colegas foram os primeiros a fazer acusações. É fácil falar da vida dos outros, criticar; é fácil também falar das pessoas sem saber suas circunstâncias. (…) É fácil falar sem saber, falar pelas costas, sem mostrar o rosto.”
“Todos – absolutamente todos – que me conhecem me dão os parabéns porque veem que estou totalmente feliz. Estou aproveitando plenamente minha gravidez e insisto que estou totalmente capacitada física e mentalmente para criar meus filhos”, declarou a médica ao jornal espanhol.
A história repercutiu e, de acordo com o La Voz de Galicia, chegou a jornais dos Estados Unidos.
Segundo o jornal britânico The Telegraph, Álvarez contou que recebeu telefonemas e mensagens do mundo todo dando os parabéns. Outras mulheres também ligaram perguntando sobre a clínica onde ela fez o tratamento para engravidar.
Mas a médica disse ao La Voz de Galicia que sabe que o ginecologista responsável pelo tratamento de fertilidade também “foi alvo de críticas ferozes”.
“Essa foi uma das razões pelas quais não divulguei seu nome em nenhum momento”, afirmou.
Apesar das críticas e polêmicas, Álvarez não é a mulher mais velha a ter um filho. Pelo menos três mulheres na Índia alegam ter tido filhos quando já estavam com 70 anos ou mais.
Omkari Panwar, que afirmava ter 70 anos, deu à luz a gêmeos em 2008. Meses depois, Rajo Devi Lohan, também com 70 anos, teve sua primeira filha.
Daljinder Kaur, que pode ter 72 anos apesar de ter alegado ter apenas 70, teve um filho em abril de 2016, depois de tentar a fertilização in vitro três vezes.

 

fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-37722704

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DeHumberto Mingoranze / Notícias / 0 comentários

 

A endometriose é uma doença que afeta cerca de 10% a 15% das mulheres em idade fértil, tem como característica a presença do tecido endometrial fora da sua localização normal, o endométrio deve estar presente somente dentro da cavidade uterina.

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Quando o endométrio está na localizado fora da cavidade uterina configura-se a endometriose, nesses casos pode estar no peritônio, nos ovários, nas trompas e infiltrando em tecidos fibrosos atrás do útero por exemplo.

O principal sintoma da endometriose é a dor pélvica crônica, as pacientes relatam dores muito fortes, antes e durante a menstruação, e geralmente esse quadro se agrava com  passar do tempo.

Outros sintomas conhecidos são

  • Dor durante a relação sexual
  • Dor ao evacuar ou diarreia durante a menstruação
  • Dor para urinar no período menstrual
  • Dores entre as menstruações
  • E infertilidade

Endometriose e a infertilidade

Outro grande problema que a endometriose causa é a dificuldade para engravidar, sendo responsável por 40 à 50% dos casos de infertilidade.

Os problemas causados pela endometriose podem ser:

  • Entupimento das trompas
  • Deficiência no transporte do óvulo fecundado
  • Alterações na ovulação
  • Dificuldades na aderência do óvulo fecundado

O tratamento da endometriose pode ser cirúrgico para reverter os sintomas e restaurar a infertilidade, ou no caso da infertilidade é possível utilizar FIV (Fertilização in vitro) para a mulher conseguir engravidar.

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Pesquisas revelam que a gravidez depois dos quarenta anos aumentou 17% no Brasil nos últimos anos.

Segundo a Dra. Amanda Volpato Alvarez CRM 122.447 essa tendência é irreversível, devido as condições sociais, econômicas e culturais modernas, na qual o contexto da mulher é totalmente diferente. Hoje os casais programam para ter filhos com maior estabilidade econômica e emocional, as mulheres muitas vezes buscam o crescimento na carreira profissional e a gravidez acaba ficando para depois.

No entanto a fertilidade da mulher está ligada diretamente a sua idade, quanto mais idade menor a fertilidade, o mesmo ocorre com o homem, no qual a qualidade dos espermatozoides também é reduzida.

Além da fertilidade a gestação depois dos 40 também tem outros riscos, como maior incidencia de má formação genética e complicações na gestação.

Todo esse contexto evidencia a necessidade de um acompanhamento profissional especial, para isso temos hoje a medicina reprodutiva, que oferece diversas alternativas, para aumentar as chances de gravidez, reduzir riscos durante a gestação e analisar melhor os riscos de doenças genéticas.

Os avanços nessa área da medicina são diários e constantes, todos os dias novas técnicas surgem, novos testes dão certo e casos clínicos de sucesso são apresentados.

É importante dizer que muitos procedimentos estão em fase inicial, com um ou outro resultado positivo, e portanto irão demorar para ser amplamente oferecido para os pacientes.

No entanto temos muitas alternativas já testadas e funcionais, que aumentam as chances de gravidez em até 45%, como a A FIV clássica que é uma opção para muitos casais.

As técnicas são várias e para saber qual a melhor para o casal são necessários exames, diagnóstico correto e uma avaliação minuciosa, para oferecer os tratamentos mais adequados.

Portanto o contexto da gravidez após os 40 é que embora haja riscos e desafios, a medicina reprodutiva oferece alternativas e tratamentos que podem auxiliar os casais.

Dra. Amanda Volpato Alvarez

menopausa
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Engana-se quem pensa que a menopausa é o fim para aquelas mulheres que querem engravidar. Hoje, com o avanço da ciência, é possível ter filhos até quando o corpo feminino for capaz de aguentar, por meio da utilização de óvulos de doadoras.

“Se desejar, a mulher tem de fazer um tratamento intensivo e um procedimento de fertilização in vitro. Não há limite de idade, cada pessoa é cada pessoa, e o índice de gestação em casos de esterilidade chega a 60%”, afirma Elizabeth Leão, ginecologista do hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

As especialistas lembram, no entanto, que é sempre bom ser prudente. “O útero não envelhece e, sendo preparado, pode receber um embrião e a mulher engravidar. Entretanto, sempre tem que se ter bom senso e também não colocar a mulher em risco com uma gravidez”, diz a ginecologista Amanda Volpato Alvarez, especialista em medicina reprodutiva do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Assistida)

“O médico sempre tem de ser criterioso e ver aquelas que podem, pois uma gravidez aos 45 anos é diferente de uma aos 25”, completa Leão. Uma avaliação cardiológica é sempre aconselhável, uma vez que a gravidez pode sobrecarregar a atividade cardíaca. Mulheres que já tenham algum problema de saúde, como hipertensão arterial e diabetes, por exemplo, devem avaliar com cautela os riscos de uma gravidez em idade avançada. “E claro, pensar também na criança, porque, quanto mais idade tem o casal, maiores as chances de a criança ficar órfã cedo”, lembra Alvarez.

Oscilações hormonais

Durante a menopausa, ocorrem inúmeras mudanças hormonais no corpo feminino, que podem ou não trazer desconforto. As principais alterações ocorrem na produção de estrogênio, hormônio responsável pelo desenvolvimento do útero e pelo ciclo de ovulação, e a progesterona, que controla a menstruação. “As ondas de calor resultantes das oscilações hormonais são o mais típico sintoma. Elas estão presentes em 60% a 75% das mulheres”, afirma Alvarez.

Outras alterações comuns nesta fase são no aspecto da pele, queda de cabelos e aumento de peso. Algumas mulheres apresentam ainda insônia, depressão e ansiedade.

São comuns também a diminuição da libido e a secura vaginal. Porém, Leão lembra que cada mulher é um universo e esses problemas podem ter mais a ver com a fase da vida em que acontece a menopausa do que, de fato, com as alterações hormonais do período. “A diminuição é discreta e compatível com o que acontece na vida da pessoa no momento, que em geral vive um relacionamento antigo”, diz a médica.

Para todos esses sintomas, a terapia de reposição hormonal, que causa grande medo em algumas mulheres, é a mais indicada, segundo as especialistas. As contraindicações são para mulheres com histórico de câncer de mama, doenças coronarianas e doenças tromboembólicas.

Saiba mais em: Uol – Saúde

fogachos
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O calorão ou fogacho – aquela sensação repentina de calor que pode deixar uma mulher ruborizada e encharcada de suor – é considerado há muito tempo o sintoma definitivo da menopausa. Uma nova pesquisa, porém, mostra que a época e a duração dessas ondas de calor podem variar significativamente de mulher para mulher, e que cada uma parece ser classificada uniformemente em quatro categorias do fenômeno.

Algumas mulheres, com ondas de calor de “início prematuro”, começam a sentir o calorão muito antes da menopausa. Os sintomas podem ter início de cinco a dez anos antes da última menstruação, mas os sintomas param em torno do último ciclo menstrual.

A seguir vêm as mulheres que só sentem o primeiro depois da última menstruação, entrando na subdivisão chamada de “início posterior”. E algumas caem no grupo que os pesquisadores batizaram de “sortudas”. Algumas delas nunca vivenciam uma onda de calor sequer, enquanto outras sofrem brevemente alguns episódios perto do fim da transição menopáusica.

E também existem as com o “supercalorão”. Este grupo azarado inclui uma a cada quatro mulheres de meia-idade. A mulher dessa categoria começa a vivenciar o fogacho relativamente cedo na vida, de forma similar ao grupo do início prematuro, mas seus sintomas continuam muito além da menopausa, como as do início posterior, e podem durar 15 anos ou mais.

As descobertas vêm do estudo nacional da saúde da mulher (Swan, na sigla em inglês), pesquisa que há 22 anos está acompanhando a saúde física, biológica e psicológica de 3.302 mulheres de diversas origens étnicas e raciais nos Estados Unidos. O estudo é realizado em sete centros de pesquisa do país e é pago pelo Instituto Nacional de Saúde.

“Isso acaba com o mito típico acerca do calorão, segundo o qual ele só dura alguns anos e todas as mulheres seguem o mesmo padrão. Talvez sejamos mais capazes de ajudar as mulheres quando soubermos em qual categoria elas podem ser colocadas”, afirma Rebecca Thurston, autora principal, professora de Psiquiatria e epidemiologista da Universidade de Pittsburgh.

Isso inclui mulheres como Lynn Moran, 70 anos, assistente financeira aposentada que mora nos arredores de Pittsburgh e entra na categoria do “supercalorão”. Ela se lembra da primeira onda de calor ao redor dos 47 anos.

Embora os sintomas fossem sutis no começo, acabaram se tornando incômodos. “Era o bastante para me acordar de um sono profundo. Não estava dormindo bem porque os sentia a noite toda e durante o dia. Eu me sentia acabada”, conta ela.

Lynn começou a terapia hormonal, que ajudou, mas não eliminou os sintomas. Quando os estudos médicos, entretanto, começaram a mostrar riscos à saúde associados ao tratamento, seu médico a aconselhou a deixar de tomar hormônios. Ela esperou mais 18 meses até se aposentar, então parou de tomá-los em 2005.

O calorão “pode voltar vingativo” e não parou desde então.

“Eu ainda os tenho. Ainda rio deles”, ela conta, observando que pode experimentar várias ondas de calor por dia. “Posso estar me aprontando para sair, arrumando o cabelo e tenho de refazer tudo e secar o cabelo porque fico encharcada. Minha maquiagem literalmente escorre pelo rosto. Aqui estou eu, 70 anos, reclamando dos calorões.”

Rebecca observa que compreender as variações nos fogachos é importante para entender a saúde feminina na meia-idade. Vários estudos sugerem que a época e a duração do calor pode ser um indicador da saúde cardiovascular de uma mulher. Estudo de 2012, publicado no periódico “Obstetrics and Gynecology”, constatou que os calores constantes estavam associados a indicadores mais elevados de colesterol, principalmente em mulheres magras.

Os achados mais recentes do estudo Swan identificaram padrões em torno dos quatro subconjuntos de mulheres que vivenciavam graus variados de calor. As mulheres foram distribuídas igualmente entre os grupos, significando que 75% delas experimentavam algum grau de calor, enquanto 25% conseguiam escapar do sintoma.

As mulheres do grupo de início prematuro têm maior chance de ser brancas e obesas. Mulheres do início posterior costumam ser fumantes. As sortudas que não tiveram ondas de calor ou somente alguns casos geralmente são asiáticas e mulheres com melhor saúde. As do supercalorão eram mais comumente afro-americanas. Mulheres desse último grupo apresentavam maior chance de ter saúde pior ou de consumirem álcool regularmente. Os pesquisadores alertaram, no entanto, que embora tenham identificado algumas tendências estatísticas em cada grupo, é importante observar que cada subconjunto engloba uma diversidade de mulheres representando todas as raças, etnias, pesos e classificações de saúde. Nenhum fator pareceu determinar o risco de uma mulher se encaixar em qualquer uma dessas categorias.

Por exemplo, embora as mulheres afro-americanas tivessem probabilidade três vezes maior de pertencer ao grupo do supercalorão, elas representavam somente 40% dessa divisão. Os outros 60% eram compostos por brancas, algumas asiáticas e outros grupos.

De acordo com Rebecca, é importante que os médicos compreendam que 75% das mulheres têm fogachos na meia-idade e que, para metade delas, as de início posterior e com supercalorão, os sintomas duram muito além da menopausa.

“Isso confronta totalmente a visão tradicional de que as mulheres têm esses sintomas por algo entre três a cinco anos ao redor do final do período menstrual. Agora sabemos que, no caso da maioria delas, isso está evidentemente errado.”

Fonte: Day News

Happy Mother And Son
DeHumberto Mingoranze / Notícias / 0 comentários

“Hoje em dia, leva-se muito em conta a vontade da mãe para escolher o tipo de parto.” A frase é da Dra. Amanda Barreto Volpato Alvarez, médica especialista em Medicina Reprodutiva. Formada pela Universidade Federal de Santa Catarina, ela atua na área da obstetrícia desde 2005, tendo trabalhado em maternidades de Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Nesta entrevista, fala sobre os tipos de parto, os exames gestacionais mais importantes e a polêmica de dar à luz em casa.

One Health | Quantos tipos de parto existem?

Amanda Volpado | Se formos definir, são dois. Um deles é o parto cirúrgico, que é a cesariana, o outro, o parto vaginal, conhecido como normal. Dentro desse há variações, como cócoras, na água ou a fórceps.

One Health | Em termos de segurança, qual é o mais recomendado?

Temos que levar em consideração a gestante e o bebê. Hoje se fala muito na paciente escolher o tipo de parto que ela quer. Embora seja uma cirurgia, a cesariana é segura e tem suas indicações. Mas o parto vaginal bem assistido, feito com o acompanhamento de um obstetra, também é, desde que a pessoa tenha condições para isso.

One Health | Além da decisão da paciente, o que indica a decisão por um parto normal ou cesariana?

É necessário fazer uma avaliação. Há mulheres que têm a pélvis mais estreita e, para elas, um parto vaginal seria mais difícil, embora fisiologicamente todas tenham condições de passar por ele. Existem, porém, situações que impedem, como alterações da bacia, que faz com que a mulher não tenha essa região apropriada para um bom parto, pré-eclâmpsia [elevação da pressão arterial], diabete gestacional, ou um tamanho muito grande do bebê. Isso acaba levando a uma cesariana. Também é preciso considerar a vontade da paciente. Se ela tem muito medo, não quer sentir dor e acha que não está preparada, o médico não pode forçar uma situação.

“Temos que levar em consideração a gestante e o bebê. Hoje se fala muito na paciente escolher o tipo de parto que ela quer”

One Health | É comum a ocorrência de casos em que está planejado um tipo de parto, e na hora, o bebê nasce de outra maneira?

A obstetrícia é uma caixinha de surpresas. Muitas vezes, a pessoa tem uma cesariana marcada, entra em trabalho de parto, chega com uma boa dilatação ao hospital e acaba passando por um parto vaginal. E vice-versa: a paciente faz toda a preparação, como cursos, fisioterapia, exercícios físicos e na hora não consegue entrar em um parto normal. Às vezes, não tem dilatação e o bebê entra em sofrimento. Assim, temos que partir para uma cesariana.

One Health | Qual o papel do médico quando acontece uma situação como essa?

Ele precisa perceber que não há como manter o plano, acalmar a paciente e explicar que ela será submetida a outro tipo de parto.

One Health | Existe parto normal sem dor?

Algumas mulheres não sentem. Dor é algo muito individual. Tem aquela mulher que entra em pânico já na primeira contração e pensa que não vai conseguir, e aquela que vai bem e não sente dor alguma. Atualmente, algumas até abrem mão da analgesia. Mas, no geral, não dá pra dizer que não vai doer, porque é dolorido (risos).

One Health | Quais são os principais exames que devem ser feitos no decorrer da gestação?

O pré-natal é fundamental. Através dele a gestante tem uma previsão das principais doenças que podem ocorrer durante os nove meses, como diabete gestacional, hipertensão e doenças infecciosas, que podem ser passadas por aleitamento materno. Desse modo, são evitados alguns riscos ao bebê, além da mãe também já ficar sabendo se há necessidade de fazer tratamento, ou não, para o momento do parto.

One Health | O que há de novidades em relação à tecnologia em diagnósticos para o pré-natal?

Nada muito novo. Hoje, as mulheres engravidam mais tarde e a idade aumenta os riscos de doenças cromossômicas. Tornou-se comum o exame para rastreamento de doenças genéticas, que diagnostica precocemente alguma síndrome.

”O Conselho Federal de Medicina não é favorável ao parto em casa, porque é feito sem preparo e sem auxílio de um médico. A mãe corre todos os riscos”

One Health | Como fazer o planejamento perfeito do parto?

Além do pré-natal, a paciente precisa ter um bom diálogo com o médico, para ele colocar todos os prós e contras de um parto normal, além de demonstrar sua vontade. Vale também um acompanhamento multidisciplinar durante a gestação. Por exemplo, é bacana ter uma nutricionista para dar orientações em relação ao ganho de peso e evitar problemas durante e após a gravidez.

One Health | Quais são as consequências da má alimentação para a mãe durante a gravidez?

Para uma gestação única, ou seja, de apenas um bebê, o ideal é ganhar de nove a 12 quilos. Mas há mulheres que engordam muito mais e acabam desenvolvendo diabetes gestacional. E elas correm o risco de, mesmo depois do parto, permanecer diabéticas.Ou seja, por um descuido durante a gravidez, é possível desenvolver uma doença crônica.

One Health | Cada vez mais, vem se falando de parto ativo, aquele em que a mãe ajuda o filho a nascer. Você indica?

É um parto humanizado que vale, sim, se for o desejo da mulher. Ele é feito dentro da água, que sabemos que relaxa, tira um pouco da dor e faz com que ela tenha um parto, digamos, mais natural. Isso porque o bebê está dentro do líquido amniótico e, quando nasce, vai para a água, um ambiente ao qual ele está acostumado. Mas nem toda maternidade oferece esse serviço.

One Health | Faz diferença para a mãe esse tipo de primeiro contato com o filho?

Depende do que a gestante está querendo naquele momento. Não é preciso ser um parto ativo ou vaginal para que o vínculo com o bebê se estabeleça. Existem mulheres que se preparam para isso, querem esse momento de sentir as contrações. Mas acho que até uma cesariana pode ser humanizada também, desde que o médico incentive a amamentação logo depois do nascimento.

One Health | E quanto à polêmica do parto em casa?

O Conselho Federal de Medicina não é favorável a esse procedimento, porque é feito sem preparo e sem auxílio de um médico. A mãe corre todos os riscos. Uma coisa é uma gestante em trabalho de parto dentro de uma unidade hospitalar, com todos os recursos. Outra é em casa. Não se calcula a distância que essa gestante está de um hospital, e qualquer parto, independentemente do tipo, pode ter uma situação de emergência. Existem as parteiras que fazem isso há muito tempo e acham que, com isso, podem dar todo o suporte para um bebê – só que nem sempre isso é real. Geralmente, em um momento de urgência, elas não têm o preparo necessário.

por Geiza Martins – fotos: Guilherme Gomes

fonte: http://www.onehealthmag.com.br/index.php/nao-e-facil-nascer/