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PESQUISA INDICA QUE DEPRESSÃO DA MÃE NA GESTAÇÃO AFETA A SAÚDE EMOCIONAL DO BEBÊ

PESQUISA INDICA QUE DEPRESSÃO DA MÃE NA GESTAÇÃO AFETA A SAÚDE EMOCIONAL DO BEBÊ

Recentemente publicamos um texto falando a importância da EPIGENÉTICA antes, durante e depois da gestação, resumidamente, a EPIGENÉTICA é nossa capacidade de ativar ou desativar genes, sem mudar nosso código genético podemos alterar as possibilidades pré-determinadas pela herança genética, mais do que isso, a EPIGENÉTICA promove mudança nas próximas gerações, assim doenças e condições hereditárias podem ser evitadas ou retardas.

O INSTITUTO DE PSIQUIATRIA E NEUROCIÊNCIA DO KING´S COLLEGE LONDON, publicou um estudo numa importante revista cientifica.

O estudo em questão analisou 106 mulheres grávidas durante e depois da gestação, sendo que 49 delas apresentavam quadro de depressão e ansiedade.

A Depressão, ansiedade e stress são caracterizadas por um sofrimento emocional intenso, prejudicando muito a qualidade de vida dos pacientes, muitas vezes por medo ou preconceito as pessoas não buscam tratamento adequado, para não passar uma imagem de fraqueza ou manter a expectativa que suas famílias e sociedade tem sobre elas.

As gestantes por sua vez sofrem ainda mais, pois se criou uma ideia de que a gestação é mil maravilhas, que a mulher não tem problemas, que tudo é perfeito, e nem sempre é assim, existem várias intercorrências que podem acontecer e fazem parte da vida, e não é demérito algum, faz parte da natureza humana e precisamos respeitar.

O estudo em questão coletou amostras de saliva das gestantes e mediu a presença do CORTISOL, que é o hormônio do stress, quando nossos níveis de stress estão elevados produzimos mais CORTISOL, em situações normais não é um problema o CORTISOL, porém num quadro de stress a presença do hormônio é excedente e prejudica o funcionamento do organismo.

Após os partos, os cientistas monitoraram tanto o comportamento dos bebês quanto a liberação de cortisol. Os testes foram feitos aos seis dias de vida, aos oito meses e aos 12 meses.

A primeira descoberta foi que o período de gestação das mulheres com depressão é mais curto. Do grupo observado, as grávidas com depressão tiveram os filhos, em média, oito dias antes das que não tinham a doença.

Os bebês de mães que tiveram depressão durante a gravidez se mostraram mais hiperativos, chorosos e produziram cortisol em circunstâncias que as demais crianças encararam com normalidade.

Essa diferença no comportamento foi verificada até em bebês com menos de uma semana de vida.

Ou seja, o quadro de ansiedade durante a gestação afetou os bebês de forma direta, mesmo após 12 meses de vida! O que indica que muito provavelmente serão adultos com maior sensibilidade a DEPRESSÃO, STRESS E ANSIEDADE.

Neste caso é fundamental entender o contexto da MÃE e a importância de darmos o apoio durante e depois da gestação, não é tão simples gerar um filho, e a família precisa dar o devido acolhimento para que nesta fase a mulher possa desempenhar com mais segurança seu novo papel, pois sim, surgem dúvidas, insegurança e muitos sentimentos durante toda a gestação.

E em caso de quadros de ansiedade o tratamento se faz necessário, o apoio e acolhimento são fatores decisivos em qualquer situação e todos são responsáveis, não é somente a gestante, existe um contexto e precisamos cuidar com muito amor e carinho.

Por isso, por favor, divulguem esse texto, compartilhem e comentem! Para criarmos um futuro melhor precisamos proteger e cuidar do presente, das mães, dos filhos e da sociedade como um todo, cada um de nós tem sua participação.

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